Archive for the ‘Confissões’ Category

MANCHETE   3 comments

Hoje pela manhã, a manchete de capa de um jornal popular (e sensacionalista) aqui de Recife me chamou bastante a atenção:

“Mulher segura tiro de revólver com  dente!”

Duas mulheres que haviam saído da praia, passaram em frente à banca de revistas e uma comentou com a outra:

– kkkkkkk. Óia aí, fulana! Que mentira danada!!! Danou-se! É a ninja é?!! Que golpe danado!! É tiro de karatê!!!!

… Elas compraram o jornal e depois foram embora.

Entre mortos e feridos, a Educação Nacional agoniza  esperando o tiro de misericórdia….

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Posted Outubro 1, 2010 by samanthamedina in Confissões

COISAS DE AVÓ…   1 comment

Depois do jantar de domingo, a avó me pega sentada no sofá folheando o jornal do dia. Num sobressalto, ela se dá conta do adiantado da hora e diz :

“Vai dormir,menina, que amanhã é dia de Branco!”

Imediatamente pensei em tirar uma onda e dizer: “Ei Vó, relaxe… Amanhã é dia de branco, de preto, de amarelo, de índio…”

Mas não disse nada. (É que a simplicidade é coisa linda, que toma  a palavra e mareja os olhos).

Cada um com a sua Poesia…

Posted Outubro 1, 2010 by samanthamedina in Confissões

DOMINGO…   2 comments

Meus amigos,
Hoje não movimentarei este espaço com mais uma das minhas tentativas de poesia. Não. Minha intenção é outra. Gostaria de compartilhar com vocês algo mágico que aconteceu comigo. Acreditem: Aconteceu sem mais nem menos, sem motivo, sem que eu pedisse…de supetão mesmo. É que eu ganhei um grande presente: Ganhei o SORRISO DE UMA CRIANÇA! Juro: não fiz absolutamente nada para merecê-lo. Pelo contrário: depois de uma noite mal dormida, de não ter decorado meu texto, de levantar cedo num domingo e de sair atrasada pro meu ensaio, cheguei naquele lugar com uma cara tão amarrada que parecia que o mundo inteiro estava sobre as minhas costas… No entanto, meus amigos, o que eu recebo em troca? Recebi aqueles olhos tão inocentes, aquele sorriso tão sincero… Imediatamente, minha cara carrancuda se desfez. (Confessem, não há quem resista a uma surpresa dessas…)E eu lhes pergunto: Que poder é esse, que facilidade é essa que somente as crianças possuem de derreter até mesmo os corações mais distraídos? Será,verdadeiramente, algo mágico?

Pois bem, depois de um tempo, quando tornei do susto que aquela criaturinha havia me causado, olhei do lado e vi somente uma  mão muidinha acenando em minha direção. Retribuí. E ela foi embora… Foi embora sem saber do imenso e inesquecível presente que tinha me dado…

É fato: Sinto-me outra.

É como se aquela criança tivesse me ensinado a brincar de novo…

Posted Setembro 19, 2010 by samanthamedina in Confissões

POEMA PARA O MEU AVÔ   2 comments

Devo confessar que  por ocasião da proximidade de mais um aniversário do meu avô, que seria, e já não é mais, a figura dele tem me vindo à mente com certa frequência. Por esse motivo, resolvi publicar neste espaço um texto relativamente antigo, mas que contém e sempre conterá a lembrança desse homem tão importante, tão simples, tão nobre…e, hoje, tão ausente.

A ele, todo o meu amor e saudade.

POEMA PARA O MEU AVÔ

O meu avô se chamava, como muitos,
José.
Mas tinha por orgulho um sobrenome que, dizia,
Ter origens nas bandas de Espanha ou de Holanda, talvez
Do Chile ou do México…

Era Medina. Mas era um Medina diferente daqueles que
A gente escreve quando quer falar do lugar
De oração dos muçulmanos.
Era um Medina só dele,
Só nosso
E de todos os nossos ascendentes
Mexicanos, ou Holandeses, ou Chilenos, ou Espanhóis…

Para os amigos o meu avô tinha um apelido
Que, não sei por qual motivo,
Achava-se mais simples que Zé:
Lelo.
– Acho que ele adotou esse apelido de propósito,
Para que os seus netos aprendessem
A chamá-lo mais depressa.
E funcionou.
Gritávamos:
L-E-L-O!

E aquela palavra caia feito doce na boca.

Depois de alguns anos,
Para mim, não existia mais o Lelo, o José
E muito menos o Medina.

Era simplesmente Vô,
E assim foi durante todo o tempo.

O fato é que o meu avô, fazendo jus à alta nobreza
A qual pertencia, (dos Josés e dos Medina)
Era um homem riquíssimo.

Deixou de herança seu maior tesouro:

A capacidade de saber
Amanhecer
Com o cantarolar dos passarinhos.

06/01/2010

Posted Setembro 10, 2010 by samanthamedina in Confissões, Poemas

TEMPO   2 comments

O vai-e-vem dos dias

Me faz acreditar que somos todos

Feitos de Nuvem:

O vento do Tempo passa e nos leva pra longe…

Posted Setembro 9, 2010 by samanthamedina in Confissões, Poemas