Archive for the ‘Poemas’ Category

MAR   1 comment

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MAR

I

Sonoro

Sem rumo

Sem fundo

Sem fim.

Em tuas vagas

Vago em silêncio

No Mar profundo

– De mim.

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Posted Abril 9, 2012 by samanthamedina in Poemas

Haikai I   2 comments

Haikai I

 

Rede vai-vem balança
Sonha menina-
Para sempre criança.

Posted Abril 4, 2011 by samanthamedina in Poemas

POEMINHAS PARA A ROSA III   1 comment

III

 

Quero ver as Rosas deste Jardim único.

 

Mas não posso:

 

Diante da rara Beleza,

 

Não ouso erguer do chão os meus olhos.

 

 

19/12/10

Posted Dezembro 20, 2010 by samanthamedina in Poemas

POEMINHAS PARA A ROSA II   Leave a comment


 

II

 

Janeiro se aproxima, escaldante.

 

Até que cheguem as Chuvas de Verão,

Arderemos

Minhas flores e eu

E lembraremos

Saudosas

Da fogueira de Joana.

19/12/10

Posted Dezembro 20, 2010 by samanthamedina in Poemas

POEMINHAS PARA A ROSA   Leave a comment

O Violinista Verde de Chagall


 

I

 

 

Esta manhã morreu uma Rosa.

– Mas não te aflijas, Pequenina:

 

Nos reencontraremos esta noite

Num adagio de Vivaldi

Que um violinista sem nariz

Há de tocar.

 

19/12/10

 

 

 

 

 

Posted Dezembro 19, 2010 by samanthamedina in Poemas

TEMPESTADE   2 comments

TEMPESTADE

Primeiro veio o Vento-
Velando com voz de soprano-
Veio a gigante e feroz Ventania
E o seu Véu veio veloz
Varrendo e lambendo tudo.

Depois veio o Raio
Trazendo pelo braço
Sua amante Trovoada
E o casal apavorante
Veio roendo, veio cantando
Sua grave cantiga,
banhando tudo
de temor, arrepio e claridade
A incendiar, sem piedade,
A árvore solitária na campina,
E a madeira se pôs também a entoar os seus acordes-
e estalava, e mexia

e Ruia…

No cinza do céu sedento,
Vieram os chales
Voando na fúria da Chuva que chia,
se entranha na terra,
E escorre, como a Vida,
Que nos enche as mãos e atravessa os dedos.

Voando na Tempestade
Fui também;
Fui num vai-vem veemente
A balançar os meus galhos
E me pus a dançar.

Em minha Dança, tive como par a Chuva,
O Vento me conduzia.
Dancei na claridade do Raio,
Dancei ao som do Trovão;
Dancei com os pés sobre a brasa,
E, sem pestanejar,
Beijei a árvore,
Que ardia.

– Depois do nosso baile
A Lua brilhou silenciosa por entre as nuvens…

No Campo Solitário,
Minha respiração ofegante
E um Silêncio revelador
Anunciavam a Calmaria.

 

17/11/10

Posted Novembro 18, 2010 by samanthamedina in Poemas

POEMA DA ROSA (Mais um do Recanto)   Leave a comment

POEMA DA ROSA

“Era uma existência mais elevada que as outras,entre o céu e a terra, acima das tempestades;algo de sublime.Quanto ao resto do mundo,estava perdido,sem lugar determinado e como se não existisse”.
Gustave Flaubert

Às vezes a chuva cai e traz consigo meus pensamentos
Mais impossíveis.

Ontem, por exemplo, pensei e sonhei
Dominar o dialeto das Rosas.
Bailantes ao vento, elas choravam
Sob o negro das nuvens e o beijo das águas.

Achei que tinham medo da morte…

Quando o Sol surgiu vermelho no horizonte,
As Rosas me pareceram ainda mais belas
E já não choravam
– Ouvi Cânticos,de amaríssimos acordes,
Ressoando seus mais dulces sons de éter e firmamento.

Então perguntei:
– Aquela tristeza era porque chovia e vocês poderiam ter suas raízes
arrancadas pela força da tempestade?

Elas me responderam:
– Não. Chorávamos de felicidade, pois a chuva nos deu
a força e a graça de poder espalhar nossas sementes
e assim perpetuar a vida.

E acordei do meu sonho.
Carregava na mão uma Rosa,
Que já não precisava falar.

Eu a entendia perfeitamente.

E um sangue feroz brotava em mim
Numa ferida feita por espinhos que eram meus. Somente meus.
E eu não sabia.

 

 

Samantha Medina

Recife,Agosto de 2007.

Posted Outubro 25, 2010 by samanthamedina in Poemas